quarta-feira, 12 de março de 2014

Tocar, formar e transformar


Reconhecimento da existência no corpo e dos limites da energia corporificada.
Experiência consciente do processo somático.
Desorganização das agressões à forma.
Organização de novas referências.
Acolhimento e aceitação do corpo em seu processo formativo.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Shiatsu Tântrico - por que não?


Durante pouco mais de quatro anos, eu trabalhei atendendo mulheres, homens e casais com a terapia tântrica. Foram muitos os momentos de felicidade e satisfação, contribuindo para a melhoria na qualidade da vida sexual de centenas de pessoas.

O universo mágico do Tantra e do trabalho direto com a sexualidade me seduziu e foi maravilhoso. Entretanto, alguns antigos questionamentos formaram corpo, faz alguns meses. O movimento é contínuo e a Existência nos convida para dançar o tempo todo. Eu adoro esse convite.

Comecei a me questionar, recentemente, se é de fato necessário e adequado lidar com a energia sexual de pacientes de forma direta, ou seja, usando o prazer genital como ferramenta terapêutica. Entendo que esse é um assunto, no mínimo, delicado. Nesse campo, existem mais perguntas que respostas. Até onde uma vivência sexual profissional é terapêutica e segura? Quão perto x terapeuta pode chegar dx paciente sem prejudicar a terapia e sem comprometer sua própria vida pessoal e profissional?

Desde novembro do ano passado, restringi os atendimentos com terapia tântrica e iniciei uma busca por novos caminhos, na linha das terapias corporais. Conheci a Terapia Shiatsu Neuromuscular e me apaixonei. A possibilidade de trabalhar com a energia vital das pessoas, de forma mais sutil, me encanta. O Shiatsu é uma ferramenta valiosa para tratar os sofrimentos, físicos e emocionais, daquelxs que buscam minha ajuda, inclusive para questões sexuais.

Enquanto procuro respostas, sigo o caminho que eu escolhi e que me escolheu: cuidar das pessoas usando o toque e o acolhimento. Hoje, uso o Shiatsu tradicional associado às técnicas neuromusculares e às técnicas tântricas de respiração. Além disso, continuo orientando pacientes em relação às questões sexuais específicas.

Continuarei a postar, aqui, reflexões sobre sexualidade tântrica e experiências pessoais.

Informações sobre meu trabalho estão disponíveis nesse lindo blog.

Amor e Luz.

Luara Tanuri


terça-feira, 15 de outubro de 2013

Tantra é rede



Comunicação

Falar não é conversar.

A dificuldade que tenho (temos?) em me comunicar com o mundo.


São as mesmas barreiras de sempre e que são corpo faz tempo. Lembram dos ruídos na "rede interna". Se não me escuto, não ouço ninguém. Se não quero saber o assunto sobre o qual minhas víceras discutem ardentemente , como posso querer viver bem com tudo que está fora, depois da minha pele?

Mas, as vezes, ou nem tão as vezes assim...

aquilo que parece estar fora de mim, o outro, o objeto, fala comigo. Talvez elx nem saiba, mas me dá um recado. Uma dica sobre uma nova forma de usar a mim mesma nas experiências. Um caminho para o diálogo.

O eterno diálogo.

Reproduzido agora e em tantas outras oportunidades.

Enquanto eu e você estivermos aqui e,
 certamente, além disso...


Amor e Luz


Luara Tanuri

domingo, 29 de julho de 2012

Sexo Tântrico ou Maithuna


O que é sexo tântrico? Todos podem praticar? Como começar e por que investir nessa "viagem"?

Sexo tântrico é a relação sexual entre seres que possuem alguma consciência de sua existência como "algo além do corpo". Com o foco no polo indivíduo (da cintura para cima), é o sexo que é feito de corpo e alma literalmente. Todos podem praticar, desde que tenham corpo e alma. Para começar é preciso querer, porque dá trabalho. Investir nessa viagem vale a pena para quem não se contenta com o que nos foi vendido como sendo sexualidade humana. Para quem quer mais da relação íntima com o semelhante, investir vale a pena só para quem quer mais, aquelxs que estão plenamente satisfeitxs com sua vida sexual não precisam investir na busca, afinal, se tudo está ótimo, continue assim.

Mas......

Se você acha que existe uma possibilidade da sexualidade ser uma forma de expressar a amorosidade e o respeito à vida, se você imagina que através do contato sexual é possível viver um êxtase que está além do simples prazer, essa busca é para você!

O primeiro passo são as preliminares e eu não me refiro às carícias ou ao "repertório básico" para que o casal fique suficientemente excitado para a penetração. Preliminar é aquilo que se faz antes da prática sexual, é a preparação e deve ser feita individualmente. Desenvolvendo as ferramentas e afinando o instrumento. Ferramentas? Retenção seminal, sensualidade, sensibilidade na pele, consciência corporal, força física, percepção orgástica. Instrumento afinado? Limpeza (corpo físico, emocional e mental), abertura do quarto chakra, entrega, busca espiritual e consciência da divindade oculta nx parceirx. Esses são objetivos, é claro que vamos continuar a praticar sexo antes que todos esses objetivos tenham sido alcançados com pleno êxito. A sexualidade tântrica pode ser vivenciada desde que xs parceirxs queiram, mesmo antes de ter o instrumento afinado e as ferramentas desenvolvidas perfeitamente.

Vamos começar? Antes de tudo a sensualidade e o erotismo. O olhar cheio de intenção, a sedução, o gesto, a promessa não verbalizada. Depois a aproximação lenta, lenta e lenta. Podem tomar um banho juntxs desde que seja bem demorado, muita espuma, toque macio e carinhoso, nehuma pressa ou malícia. Tudo é uma bricadeira, deve ser divertido, portanto risadas são sempre bem vindas, assim como palavras doces e amorosas.



A primeira e principal troca é no polo indivíduo, ou seja, da cintura pra cima. Olho no olho, troca de alento, troca de saliva, peito colado, respiração sincronizada. Até que aconteça a penetração é uma novela, mas depois que acontece o ideal é que as genitais permaneçam unidas por um longo tempo. Mas essa novela é mais deliciosa que qualquer produção televisiva ou qualquer sonho de dramaturgia. Depois de muitas carícias no corpo (todo!) o casal começa um jogo para a penetração. Primeiro só a glande entra na vagina ou ânus, fica alguns segundos alí dentro sem movimento, só sentindo.

Retira-se o pênis para apoiá-lo no prepúcio do clitóris ou no pênis do parceiro, no caso de uma relação entre homens. No caso de uma relação entre mulheres, indico que a penetração seja feita com o dedo indicador e o procedimento é o mesmo, primeiro só uma falange entra apontando para cima (gancho) e permanece por alguns segundos. Esse jogo se estende por alguns minutos. A penetração é um pouco mais profunda a cada oportunidade. Sempre lentamente na entrada e na saída, para depois apoiar no corpo do clitóris e lá permanecer por algum tempo. Mesmo com o contato genital o foco continua no polo indivíduo o tempo todo, respiração, olhar, alento, saliva e coração.



Depois de um tempo nesse jogo o casal atinge uma penetração profunda, nesse momento os corpos devem estar relaxados e sem movimento algum. É permitida uma "linguagem secreta" entre o casal, ou seja, contrações do perínio que fazem o pênis se mover para cima e para baixo e contrações da musculatura vaginal (ou esfíncter anal) que apertam e sugam o pênis. Mas por um tempo o ideal é que não existam movimentos pélvicos. Além da linguagem secreta, qualquer movimento deve ser involuntário apenas, vibração por exemplo, aquela que acontece naturalmente com a subida da energia sexual pelos chakras. Quando o casal sente que existe um relaxamento e tranquilidade a Shakti inicia um movimento com os quadris que deve ser desposado pelo Shiva. Quem dá o tom e o rítmo é sempre a Shakti (princípio feminino), mesmo em uma relação homossexual, aquelx que estiver no papel receptivo faz o papel da Shakti. Os movimentos pélvicos são circulares e sem perder o contato, a penetração é profunda, os corpos não se descolam, as púbis permanecem unidas. Deve-se evitar amplitude de movimentos para penetração, na maior parte do tempo a movimentação é circular e não de vai e vem. Já falei sobre foco lá em cima, né? Nunca é demais lembrar, olhar, beijo, respiração sincronizada, sorriso, cumplicidade....


Depois que a união está estabelecida é possível a variação de posturas, mas o ideal é que o casal tenha contato visual. Mesmo quando o Shiva está no comando dos movimentos, deve estar sempre atento para os sinais da Shakti e nunca impor seu rítmo, a magia e a sensualidade são femininas, se um dos parceiros se deixa levar pelo impulso agressivo do princípio masculino a experiência deixa de ser amorosa, deixa de ser tântrica. Sexo tântrico só é possível a partir do princípio feminino, mesmo quando entre dois homens, afinal todos nós temos em nós os dois princípios cósmicos.

Um fator importantíssimo na prática sexual tântrica são as pausas. Permanecendo na união o casal cessa a movimentação e descansa. Ainda com os corpos colados e genitais unidas com penetração se possível, percebendo a respiração e se acalmando para recomeçar os movimentos depois de alguns minutos. O orgasmo não é um objetivo, mas a observação de si mesmx na experiência orgástica, sensual, erótica e amorosa. Todas as sensações são experimentadas a partir da consciência e o objetivo é a união máxima com o outro e assim a união com o todo, com a teia, Tantra é a trama universal onde tudo se imbrica.


O ideal é que não aconteça ejaculação, mas isso não é uma regra desde que a relação dure pelo menos duas horas. O sexo tântrico pode durar muitas horas, até um dia inteiro. A energia do Amor é tão poderosa que mesmo depois de alguns dias xs praticantes permanecem "brilhando". Ficamos cheixs de energia criativa, a pele mais bonita, bem humoradxs, é o êxtase que permanece reverberando por alguns dias depois da experiência. Monogamia também não é uma regra, entretanto é um caminho possível e provável. A partir de minha experiência pessoal, percebo quão difícil é encontrar uma parceria para a prática sexual tântrica. Isso acontece principalmente porque a maioria dos homens e mulheres não estão dispostos a encarar a sexualidade como algo realmente importante e sagrado, preferem ou estão acostumados a usar o sexo como um entretenimento (algo divertido para se fazer no domingo a tarde?) e isso na melhor das hipóteses. Encontrar uma pessoa que queira mais profundidade nas experiências e com quem se sintonize energeticamente é como ganhar na loteria! E então, talvez, a vontade de estar com ela seja maior que o simples desejo por outros corpos.

No sexo tântrico, ou maithuna, o objetivo é uma experiência espiritual através da união íntima com o semelhante. Para que isso aconteça o ingrediente principal é a reverência à divindade oculta no homem (Shiva) e na mulher (Shakti). Percebendo que além de um ser humano que você conhece como sendo x Fulanx de tal com suas idiossincrasias, existe alí, diante de você e dispostx a se unir a você, umx representante da divindade do princípio universal masculino ou feminino. Em essência o encontro é com o Shiva ou com a Shakti.

Amor e Luz!

Luara Tanuri








segunda-feira, 7 de maio de 2012

Menstruação, sangue sagrado no lixo e o sofrimento feminino




Hoje é a segunda vermelha (coincidentemente também é meu aniversário), dia de se falar sobre menstruação. Fiquei sabendo dessa onda no Facebook e achei ótimo. Ainda não tinha escrito nada no blog sobre esse tema essencialmente feminino. No domingo pensava sobre o conteúdo desse texto. Cogitei a possibilidade de falar sobre o sexo no período menstrual, mas senti que não era isso que vinha em meu coração nesse momento. Sangue sagrado, aceitação e vivência plena desse período, questionamento sobre o que nos é imposto pelo patriarcado em relação à nossa menstruação são temas que me interessam mais agora. Até porque, sem autoconhecimento não é possível olhar para a sexualidade. Se a mulher não vive plenamente seu sangramento mensal, como pode querer que a parceria sexual seja satisfatória durante a menstruação? Essa aceitação deve partir dela.

Quando meninas, somos ensinadas que em breve teremos que lidar com o "incômodo" mensal. "Todos os meses você vai sangrar, isso significa que você pode engravidar, tome cuidado mantendo as pernas fechadas, provavelmente terá cólicas e deve se preocupar para não sujar onde senta". O livro sagrado do "cristianismo" trata a menstruação como a imundície da mulher. É duro crescer ouvindo essas besteiras...

A mídia só faz reafirmar todas as crenças negativas em relação à menstruação. Comprando a melhor marca de absorvente você poderá usar calça justa e branca e será para sempre livre. Liberdade para que sua bunda esteja bem exposta ao olhar da avaliação masculina na próxima esquina? Tudo é vendido para que ninguém perceba que a mulher está menstruada, afinal de contas, ela deveria se envergonhar de...de quê mesmo? Ah, de ser mulher, é claro!

Nada ou quase nada é dito na mídia sobre o quanto os absorventes são prejudiciais para o planeta, pois são poluentes, não existe nenhuma marca biodegradável. Além disso, os tampões absorvem a umidade natural na vagina e isso causa infecções e consequentemente abala a imunidade. Os absorventes externos cultivam uma colônia de bactérias porque o sangue entra em contato com o ar e fica pertinho da pele por algum tempo, abafando a vulva, criando um ambiente maravilhoso para a proliferação de bactérias e fungos.

A mulher não entra em contato com seu sangue, tudo que ela vê é uma mancha mal cheirosa na fraldinha. Tudo bastante oportuno para se manter a crença de que o sangue menstrual é sujo, de que a mulher é inferior, sangra todo mês e suja tudo, tem dores, tpm. Mas não se preocupe, é claro que a indústria farmacêutica também tem a "solução" para isso.

Eu tinha muitas dores na menstruação, uma tpm terrível, com deprê e irritabilidade. Faz relativamente pouco tempo que entrei em contato com o paradigma do sangue sagrado e tudo mudou para mim. As antigas entendiam o período menstrual como um momento em que a mulher entra em contato direto com a Mãe. Ela verte seu sangue sagrado na Terra e a fertiliza. O sangue é parte de quem somos, não deve ser jogado no lixo. É por isso que as mulheres sofrem com cólicas e tpm, negam o Sagrado Feminino, mal dizem seu sangue e o descartam como algo imundo. O sangue deve ser reverenciado, abençoado, bem dito e utilizado para nutrir Gaia. Comecei a usar o coletor menstrual para verter meu sangue na Terra, passei a abençoar esse momento agradecendo por essa oportunidade, mesmo enquanto sentia dores. As cólicas diminuíram significativamente, a tpm melhorou. Comecei a fazer aulas de pilates e isso também ajudou bastante, pois o pilates trabalha o fortalecimento e consciência da área pélvica. Agora não uso mais drogas para cólica menstrual, nem para tmp. O feminino é sagrado, o sangue é sagrado, não há dor nem desconforto em ser mulher.

Coletor menstrual é um copinho de silicone que é introduzido na vagina, forma vácuo e coleta o sangue. É ecológico e econômico. Dura 10 anos, lavável e ainda possibilita à mulher ver seu sangue, perceber que o cheiro não é ruim (cheiro de sangue), conhecer seu corpo e entrar em contato com sua genital.

A manipulação do coletor exige alguma intimidade com a genital feminina, que bom, porque está mais que na hora das mulheres fazerem as pazes com suas yonis! Além de tudo isso, com o coletor, é possível usar o sangue em um ritual poderoso de nutrição da Terra, o sangue menstrual é oxigenado e nutritivo.

Eu uso o Mooncup, mas existem outros fabricantes. Meluna , Misscup e Lunette.

Amor e Luz

Luara Tanuri





domingo, 29 de abril de 2012

Ejaculação Precoce e o Caminho Tântrico



Existe, geralmente, uma relação entre baixa libido e ejaculação precoce. Se o homem ejacula rápido demais e muitas vezes durante a vida, uma hora ou outra, vai sofrer com a baixa libido e dificuldade para ter e manter a ereção. Isso porque sêmen é energia vital e quem perde energia demais, sem ter acumulado, fica sem. A conta é simples.

Mas o que é ejaculação precoce? Já vi médicos dizerem que depois de três minutos de penetração não é mais ejaculação precoce. Acho que esses médicos não gostam muito de sexo, porque, fala sério, três minutos? É claro que pode existir sexo sem penetração e é ótimo, mas esse é um outro assunto. Sobre a ejaculação, é precoce se a Shakti não está satisfeita e é precoce se acontece sem que o homem escolha. Esse negócio de quantos minutos é muito relativo, mas bom seria se o homem pudesse ejacular somente quando e se ele quisesse. Melhor ainda se ele escolhesse reter o sêmen as vezes, ou seja, transar e não ejacular, se masturbar e não ejacular.

Retenção seminal. Assunto importante, assim como o controle vaginal para as meninas, deveria ser ensinado desde cedo, caso existisse realmente educação sexual nas escolas. É através da retenção seminal com estímulo que o homem pode conseguir a cura dessas duas disfunções. Isso é milenar, existem técnicas específicas para aprender a ficar com a energia. Em O orgasmo múltiplo do homem, Mantak Chia descreve várias técnicas taoístas para o trabalho com a energia sexual e a retenção do sêmen.

Mas o que será da industria da doença se as pessoas forem mais saudáveis, felizes e se curarem sem drogas? Existem "estudos" que afirmam que o homem deve ejacular muitas vezes na semana para evitar câncer de próstata. Isso é muito estranho e contradiz tudo o que o Taoísmo e o Tantra ensinam sobre o trabalho com a energia sexual para o homem, sendo assim, eu penso que existem outros interesses aí. Se o homem lança fora sua energia vital fatalmente vai querer, mais tarde, drogas para ter ereção. A quem isso interessa?

A libido é a força para a criação, sêmen é vida em potencial, é a energia masculina para fertilizar e assim garantir a perpetuação da espécie. Lançando essa força no ralo, o homem fica mais fraco em todos os sentidos e depois de alguns anos a libido começa a ficar mais baixa e a ereção menos firme.

Retendo o sêmen o homem aprende a lidar com a força dele. Mantendo sua energia ele pode realizar muito mais, tem mais saúde inclusive. E conforme vai praticando ele aprende a brincar com o fio da navalha. O quase ejacular é muito prazeroso, ao jogar com esse limite é possível sentir os espasmos orgásticos sem ejacular. E mantendo o sêmen consigo ele pode ter vários orgasmos, como nós, mulheres.

Manter a ereção e a energia orgástica, o maior tempo possível, sem ejacular, é uma ferramenta para a união sexual tântrica. Essa ferramenta deve ser desenvolvida pelo homem com exercícios de retenção seminal, acompanhamento terapêutico e ajuda dx parceirx no momento da prática sexual. A terapia tântrica pretende facilitar esse processo de desenvolvimento.

Chega de drogas para ter ereção e drogas para controlar a ejaculação, que tal assumir a responsabilidade por sua energia vital, homem? A força é sua, tome posse do seu poder!

Amor e Luz


Luara Tanuri

sábado, 14 de janeiro de 2012

Carinho interesseiro é broxante!

Grande parte dos homens reclamam da falta de sexo com a parceira. Falta de sexo ou falta de bom sexo. Dizem que elas já não têm o mesmo interesse de antes, que sempre estão cansadas ou inventam uma desculpa (dor de cabeça?). É raro o homem que assume ter alguma responsabilidade nessa realidade.

Em toda realidade temos alguma parcela de responsabilidade. A boa pergunta é: qual a minha? É claro que as mulheres também tem sua parcela nesse caso. Talvez não querer olhar para o problema, não buscar o autoconhecimento e a relação com o próprio corpo e sexualidade. Entretanto, não podemos fazer muito pela porcentagem de responsabilidade do outro. Esse é um erro comum, querer mudar o outro ou simplesmente se acomodar, culpando-o pela situação insatisfatória. A conhecida identificação com o papel de vítima...

Se você não pode nada em relação a parcela de responsabilidade da parceira, que tal olhar para sua?

Será que vocês se tocam? Existe espaço para carícias? Só existe toque e carinho no sexo? Melhor ainda, o que é sexo para vocês? Penetração e ejaculação? Isso costuma ser bem entediante para as mulheres...

Se você toca no corpo dela só quando quer sexo, ou melhor, quando quer "dar uma gozada", ela passa a rejeitar seu toque quando ela não quer sexo. Entende que seu carinho é sempre interesseiro. Ela gosta da carícia, mas a obrigação de aceitar a penetração é muito chata! Talvez naquele momento ela só queira seu afeto mas, rejeita porque já sabe da real intenção daquele toque carinhoso.

Infelizmente muitos casais perdem a magia sexual, principalmente depois de alguns anos juntos. O sexo acontece para relaxar depois de um dia estressante, sentir um prazer rápido e fácil, curtir um momento (antes do segundo tempo do futebol?). Onde está a sedução? E aquele fogo apaixonado do começo do namoro? Foi para o ralo junto com o sêmen derramado por anos e junto com a falta de cuidado em se manter a magia.

Sêmen derramado. Aqui entramos em um assunto longo e importante: retenção seminal como ferramenta para a união tântrica e saúde masculina. Vou tratar desse tema em meus próximos textos sobre sexualidade masculina. Por enquanto, apenas indico a leitura de dois ótimos livros que falam do assunto: Tantra - o culto da feminilidade; O orgasmo múltiplo do homem. O primeiro de André Van Lysebeth e o segundo de Mantak Chia.



Depois de alguns anos de relacionamento você já conhece o corpo dela e ela o seu. Então parece que acabou o mistério. Isso é uma ilusão, o mistério permanece porque as pessoas estão em constante movimento e mudança. É uma oportunidade divina participar do processo de desenvolvimento e crescimento de um ser humano em sua trajetória. Para perceber esse aspecto subjetivo que colore nossas vidas é preciso um olhar atendo e, principalmente, intenção em ir além do óbvio. Ou seja, é preciso buscar. Ser um buscador. Você topa esse desafio, homem? Quer se conectar com a divindade oculta na mulher? Se sim, tenho uma boa notícia: o Tantra é um caminho onde a prática sexual está inclusa na busca espiritual. E as pessoas comuns, como nós, podem perceber o carácter divino que permeia nossas existências humanas na união íntima com o semelhante.

Para começar, para iniciar um resgate da magia eu proponho um exercício: faça carícias em sua parceira, mas sem intenção de fazer sexo. Faça um carinho nela antes de sair para o trabalho, enquanto vocês assistem a um filme ou enquanto ela dirige. Encontre no seu dia um momento em que ela esteja distraída e, como um exercício, acaricie sua cabeça, seu rosto e dê um beijo carinhoso. Só na intenção de aproximação! Vá fazer suas coisas depois. Se ela recusar, saiba que é porque ela tem medo de que tenha que transar sem estar afim, como provavelmente já fez com você. Faça questão de deixar claro que você não quer sexo naquele momento, só está com saudade de quando vocês se tocavam mais. Se as carícias evoluírem naturalmente para a transa, ótimo! Mas, por favor, não imponha nada. Deixe ela livre para o amor sem obrigação sexual.

Dependendo de quanto tempo vocês estejam juntos e o quanto já existe de condicionamento na relação de vocês dois, pode ser que ela ache esse carinho muito estranho. Observe como ela reage e mais importante, observe como você se sente. Como é para você acariciar uma mulher se não for para penetrá-la? Qual sua motivação? Para mudar é preciso olhar diretamente as crenças que estão escondidas em nossos comportamentos. Seja sincero consigo e admita (só para você ou seu/sua terapeuta) como se sente doando amorosidade sem interesse.

Eu suponho que você se surpreenderá com sua capacidade de amar, ou pelo menos, torço muito para que isso aconteça! Todos nós possuímos o amor dentro de nós, amor para nos curarmos e curarmos quem está na jornada conosco. Ame, homem! Não tenha medo do amor que está em você, doe, só assim vai receber...

Amor e Luz

Luara Tanuri

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Antroposofia, Weleda e Tantra

Recentemente um amigo me mandou um email sobre antroposofia. Achei muito bacana o tema e pesquisando mais, repentinamente, me lembrei de cenas de minha infância. Liguei para minha mãe e perguntei se tivera contato com a pedagogia antroposófica na remota (faz teeeempo) infância. Ela confirmou e tivemos uma gostosa conversa sobre isso. Dois anos apenas, mas eu me lembro bem, a liberdade, o acolhimento, a eterna brincadeira e sobretudo o respeito ao universo infantil. Minha amada professora Mara (onde estará?) marcou minha infância com o selo do bom exemplo, daqueles que ficam para sempre.

Pesquisando mais percebi muitas semelhanças entre antroposofia e minha sensação do que é o Tantra.  Para os antroposóficos a conexão entre nós e a natureza universal está presente em todos os níveis de nossa existência (essa é a teia universal na minha opinião). O separado é ilusão porque tudo está junto e o junto é formado de partes que, em última análise, nunca se separam. Para o Tantra isso se traduz no "o que está aqui está lá e o que não está aqui não está em lugar nenhum". Nesse sistema pedagógico, as crianças são ensinadas a viver a infância em sua plenitude ao invés de serem estimuladas a competição e preparadas para o mercado. A antroposofia foi desenvolvida no início do século 20 pelo filósofo austríaco Rudolf Steiner .  A proposta é uma mudança profunda nos paradigmas que definem nossa vida em sociedade. A busca é pelo ser humano integro, no qual brilha a luz da consciência em todas as escolhas.


A Weleda é uma empresa antroposófica. Eu já conhecia porque tomei o briofilum(medicamento antroposófico para ansiedade) um tempo e foi ótimo para mim, mas não sabia dessa natureza especial da empresa. Quando comprei os primeiros 100ml do óleo com bétula e arnica achei muito caro. Afinal, que óleo é esse? Depois de usar continuei a fazer a mesma pergunta mas em tom bem diferente. Afinal, que óleo é esse? esquenta nas mãos, estimula o olfato maravilhosamente, deslisa facilmente e ainda acalma e alivia dores. Deixei de achar caro, na verdade resolvi adotar essa empresa antroposófica como minha parceira profissional. Uso esse óleo na massagem nas costas, pernas, pés, peito, abdomem, pescoço, braços, mãos e cabeça.

Atenção! Não use óleos essenciais em área de mucosas (genitais, por exemplo). Podem causar reações bem desagradáveis. Na área de mucosa só é permitido o uso de óleo vegetal puro sem óleo essencial. O óleo de massagem com arnica jamais deve ser usado nas genitais. Portanto, deve-se usar dois tipos de óleo na massagem tântrica yoni ou lingam: um com óleo essencial no corpo (indico Weleda com bétula e arnica) e outro óleo vegetal puro na gential (indico semente de uva da By Samia).

Mas então, o que é mesmo antroposofia? saiba mais: http://www.sab.org.br/

Amor e Luz

Luara Tanuri







terça-feira, 27 de setembro de 2011

Adoração à Yoni - Ponto G, finalmente chegamos lá...




A Wikipédia tem sua versão da história http://pt.wikipedia.org/wiki/Ponto_G. Quem não tem? Mesmo que seja a famosa "isso é mito". Não sei se a letra é G, Y ou Z. Entretanto, baseada em uma combinação de fatores (experiência sexual pessoal, experiência na adoração à yoni em diversas mulheres e a descrição da glândula de Grafenberg pela medicina) eu concluo que realmente existe uma área "ali em cima" que é sensível e merece atenção.

A Teoria do gancho ou esponja

Não falha nunca! Se você não sabe o que fazer com uma mulher para proporcionar-lhe prazer sexual, lembre-se dessa poderosa técnica: o gancho. Aliado a um eficiente estímulo oral no clítoris, faz sucesso no mínimo.

Consiste no dedo indicador (ou médio junto) em gancho para cima, agarrando uma área rugosa perto da entrada da vagina. Perceba um corpo esponjoso, aperte e teste a pressão. Fique alí um tempo, você acompanha, com o dedo, a curva natural da vagina para cima.

Antes de tudo, a expedição ao canal vaginal deve ser sábia. Ao invés de penetrar a vagina com o dedo permita que ela absorva o dedo, não imponha nada, deixe na entrada e espere. O corpo responde e a vagina começa a se abrir para engolir seu dedo. Depois do gancho encaixado, lentamente (a princípio) e obedecendo a intuição sempre, algumas manobras específicas podem ser realizadas:

Primeira manobra: a Shakti de frente para você e com a barriga para cima. Sempre com o dedo em gancho, faça um movimento lateral lentamente, já ouvi chamarem essa manobra de "para-brisa". É essa ideia. Com ritmo e trazendo consciência para um corpo úmido e esponjoso que está nessa área que o gancho agarra. Você percebe a mudança no tamanho e textura. Aos poucos vai enchendo de sangue e ficando mais sensível.

Segunda manobra: movimento de vai e vem, de cima para baixo porque o dedo está em gancho. Movimente o braço e não o dedo, este não sai do lugar porque segura firme no corpo esponjoso. O movimento é de bombear.

Terceira manobra: novamente vai e vem, mas agora com mais atrito da ponta do dedo com toda a extensão do ponto G. Maior pressão com menor velocidade e menos pressão com maior velocidade. Alterne o ritmo conforme a sua intuição. Agora o movimento é amplo, entra e sai, mas ainda é o braço que se move e não o dedo que continua em gancho.

Quarta manobra: trazendo as duas falanges superiores do dedo para fora da vagina, sem mover a mão, você promove um atrito forte com o ponto G. Esse movimento deve ser bem lento no início: a glândula escapa do gancho que se forma novamente em seguida.

Quinta manobra: com o pulso relaxado e solto, faça um movimento para cima. Bem ritmado, como se quisesse levantar o corpo da Shakti pelo ponto G.

É preciso observar as reações do corpo dela em todos os momentos. Nem todas as manobras funcionam da mesma forma para todas as mulheres. A ordem das manobras é uma sugestão. Amor, sabedoria, respeito, intuição sempre são os principais ingredientes.

Se a mulher sentir vontade de urinar durante essa prática, ótimo! É muito possível que seja uma ejaculação feminina. Se você sentir segurança para isso, faça ao mesmo tempo as manobras no ponto G e o uso do bullet no clítoris.

Por falar em clítoris, sinto que preciso falar mais sobre esse órgão unicamente concebido para Eros.

Fica para próxima...

Amor e Luz

Luara Tanuri





segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O importante é ser feliz eternamente Agora!



O que importa é ser feliz, o único lugar em que isso é possível é Aqui e Agora! Essa é mais uma lição que começo a aprender depois que me mudei para Brasília.


O meu primeiro contato teórico com o tempo sagrado, ou eterno agora, foi quando li o livro do Eckhart Tolle, "O despertar de uma nova consciência". Comecei a fazer um exercício consciente de observação do aqui e agora e percebi o quanto é difícil para mim estar no presente. A mente trazendo o tempo todo: imagens, julgamentos, comentários, planos, lembranças...

Nos poucos momentos em que consigo estar presente, com minha energia aqui e agora, eu experimento uma paz imensa. Acho que esse sentimento deve viciar, porque depois que senti uma vez vivo em busca dele novamente. E é aí que entra Brasília na minha vida. Um ano aqui e eu fiz mais processos iniciáticos que em tantos outros em São Paulo.

O último foi, talvez, o mais radical até agora e também onde eu permaneci no tempo sagrado por mais longo período. Foi um retiro silencioso em jejum por três semanas, acompanhada por uma equipe linda em um lugar mágico em Minas Gerais. Foi transformadora a experiência.

Depois de um tempo, pouco mais de 4 anos que faço terapia, percebi que a única coisa realmente importante é ficar bem. Explico: estar bem com sua auto-imagem, gostar de si mesmo e se compreender quando possível e principalmente: se respeitar. Para isso é preciso se conhecer, o respeito chega com a proximidade. E o respeito é o começo do amor.

Obtenção de bens materiais, ser aceito pelos grupos e pelas pessoas, adquirir conhecimento e reconhecimento chegam depois. Se você não está bem, não importa o que vai em volta. Quando descobri isso, uau! Comecei a cuidar mais de mim, não permacer em situações que me fizessem mal por interresses do meu ego. O grande desafio é reconhecer essas situações, para isso tem que treinar o detector de armadilhas emocionais. As vezes, uma situação em que vamos conseguir a pretensa satisfação dos nossos desejos esconde a porta para o sofrimento.

Quando buscamos o crescimento pessoal, anjos sempre aparecem para nos auxiliar. No meu caso posso falar de várias pessoas que ajudaram os anjos. Para citar dois, Eugênio Silveira, que me emprestou o livro "O despertar de uma nova consciência", que alias eu nunca devolvi porque acabei emprestando para outra pessoa que também fez a mesma coisa. O outro é Ricardo Gonzales, terapeuta thai, colombiano e que mora uma parte do tempo em Brasília. Ele foi quem primeiro me falou sobre jejum como uma forma de auto-cura e meditação.

Gratidão a todos os anjos que me ajudam a aprender vivendo.

Amor e Luz

Luara Tanuri

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

A verdadeira preliminar

A consciência da amorosidade verdadeira, ou seja, o sentimento profundo que brota no chakra cardíaco, é o começo, o meio e o fim da vivência tântrica. Sem Amor não existe experiência orgástica íntegra - geralmente as pessoas se contentam com uma ínfima parcela do que pode ser vivenciado na esfera da sexualidade humana.

É bom lembrar que Amor não é romantismo, contrato social, sentimento de posse e desejo por satisfação dos sentidos. Amor é divino, incondicional e abundante, todos nós podemos sentir, receber e doar. Para isso o primeiro passo é se abrir para essa possibilidade e depois buscar ferramentas que ajudem no processo, por exemplo: terapias, práticas religiosas, meditação silenciosa, contemplação da beleza...


Naqueles momentos (todos vivemos esses momentos) em que é mais difícil tomar consciência e deixar brotar esse sentimento divino é muito melhor e mais honesto (consigo e com o outro) não se dedicar a um trabalho com a sexualidade. Essa é a hora de meditar, desintoxicar o corpo físico, se retirar em silêncio para observar os próprios pensamentos e emoções. Com a firme intenção em transmutar as vibrações negativas em positivas não existe outra possibilidade a não ser o sucesso.

Depois de obtido o sucesso (a transmutação da negatividade e o despertar do Amor) é possível e desejável a movimentação da energia sexual através do ritual sexual tântrico. Se preparar individualmente para as práticas sexuais, com honestidade, é que é preliminar.

É mais cômodo e, talvez, mais fácil jogar areia na negatividade e ir para a prática sexual em busca de prazer físico para tentar se esquecer do que vai dentro (universo pessoal). Ou então, pior ainda, fazer sexo para "relaxar", "descarregar" ou aplacar o tédio. Através de um impulso primitivo e poderoso para a reprodução (sexo), o ego pretende se afirmar e reinar mais uma vez na desesperada busca por reconhecimento e identificação com o que quer que seja.

Essa é a relação sexual "normal": as preliminares se resumem às clássicas (ou não) carícias e beijos, geralmente um meio para se atingir um fim: a penetração. E mesmo essa, quando começa, torná-se novamente um meio para se atingir um fim: o orgasmo (geralmente masculino?). Essa é uma característica do ego, nunca está no presente. O agora é um meio para se chegar no futuro melhor. A felicidade e a satisfação só podem ser encontradas na idealização do futuro ou na lembraça do passado. Entretanto, o Agora é o único tempo real e é nele que encontramos tudo o que existe, inclusive o prazer sexual.

Quando queremos realizar um trabalho importante, nos preparamos usando as ferramentas disponíveis. Na minha opinião preliminar de verdade é se preparar para a prática sexual, limpando a negatividade, despertando o Amor e percebendo o máximo possível a divindade oculta no indivíduo; carícias, beijos, lambidas e o que mais a imaginação permita não são preliminares e sim uma forma de se relacionar sexualmente sem penetração que é, alias, só uma forma de sexo e não a única. Diante disso eu proponho: que tal investir mais tempo e energia nas verdadeiras preliminares?

Amor e Luz!

Luara Tanuri